segunda-feira, 21 de outubro de 2019


Sinais de esperança

Edilaine - I Ano

Janeiro de 2009. Fazia um calor insuportável, procurei refrescar-me com um refrigerante em uma lanchonete.
Lá encontrei meu professor bebendo cerveja, nunca havíamos tido a oportunidade de conversar fora das aulas. É a primeira vez que falamos foi sobre o preço das coisas, e ainda por cima, tive que paga a conta dele.
Ele pergunta quem sou e o que faço.
Ao ouvir minha resposta, sua atitude amigável muda.
Bebe um gole de cerveja olha-me como se eu fosse uma criança, desprotegida, quase com compaixão e me pergunta, sorrindo.
- É possível ter esperança e ser feliz em nossos dias?
Desde então, percebi que ele ficou em silêncio pensativo, após ter dito tais palavras.
- Bem, a minha resposta foi sim dependendo de cada um ai eu perguntei. Então diga-me que esperança resta para seu filho?
Meu professor se mexeu muito na cadeira por uns instantes aparentemente. Seus olhos brilham mais úmidos, do que nunca tinha visto, sofri por fazer tal pergunta, ele tentou dizer algo, mas não consegue. Somente se levanta, enquanto uma lágrima rebelde sai dos seus olhos.
No dia seguinte, fiquei sabendo que ele tinha um filho o qual estava destruindo sua vida pelas drogas.
Assim, entendia porque ele não tinha fé em Deus, mas passando alguns meses encontrei-o na igreja e quando o vi com seu filho notei um novo olhar de esperança, foi uma coisa linda! Algo divino que jamais esqueci, uma aliança entre ele, Deus e seu filho. E a minha última imagem que guardei foi o sorriso que deu ao seu filho.

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