Sinais de esperança
Edilaine - I Ano
Janeiro de 2009. Fazia um calor
insuportável, procurei refrescar-me com um refrigerante em uma lanchonete.
Lá encontrei meu professor
bebendo cerveja, nunca havíamos tido a oportunidade de conversar fora das
aulas. É a primeira vez que falamos foi sobre o preço das coisas, e ainda por
cima, tive que paga a conta dele.
Ele pergunta quem sou e o que
faço.
Ao ouvir minha resposta, sua
atitude amigável muda.
Bebe um gole de cerveja olha-me
como se eu fosse uma criança, desprotegida, quase com compaixão e me pergunta,
sorrindo.
- É possível ter esperança e ser
feliz em nossos dias?
Desde então, percebi que ele
ficou em silêncio pensativo, após ter dito tais palavras.
- Bem, a minha resposta foi sim
dependendo de cada um ai eu perguntei. Então diga-me que esperança resta para
seu filho?
Meu professor se mexeu muito na
cadeira por uns instantes aparentemente. Seus olhos brilham mais úmidos, do que
nunca tinha visto, sofri por fazer tal pergunta, ele tentou dizer algo, mas não
consegue. Somente se levanta, enquanto uma lágrima rebelde sai dos seus olhos.
No dia seguinte, fiquei sabendo
que ele tinha um filho o qual estava destruindo sua vida pelas drogas.
Assim, entendia porque ele não
tinha fé em Deus, mas passando alguns meses encontrei-o na igreja e quando o vi
com seu filho notei um novo olhar de esperança, foi uma coisa linda! Algo
divino que jamais esqueci, uma aliança entre ele, Deus e seu filho. E a minha
última imagem que guardei foi o sorriso que deu ao seu filho.
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